Lykke Li, 22 aninhos, é um jovem cantora suéca, e faz um som que, como seu país, está anos-luz à frente do que anda rolando pelo mundo da música.
Produzida por Bjorn Yttling, do Peter Bjorn and John (tão falados nesse blogue), a garota acaba de lançar o álbum Youth Novels, que é incrível!
Acredito eu que o pessoal do norte do globo tem uma outra percepção sobre a arte do audiovisual, porque a garota arrasou com o debut-clipe da música “I’m Good, I’m Gone”. Explorando o “stop-motion”, Lykke Li faz um dos clipes que considero mais inovadores e criativos dos últimos tempos. Tudo bem que ela tem muito feijão e arroz pra comer até chegar aos maravilhosos clipes da Björk, que também é da área polar, mas apesar de não superar, ela se equipara. E com louvor.
Cena 1: Otávio, sozinho, sentando na arquibancada de um circo, desses bem caídos, bem mambembe. No picadeiro, entra o apresentador, o dono malvado do circo (viva Chaplin!), de fraque e cartola. Luz sobre ele:
- Respeitável público! O circo orgulhosamente apresenta o maior espetáculo da Terra: a vida desse rapaz ruivo, sentado na arquibancada!
Entram palhaços, ilusionistas, malabaristas com celulares nas mãos, atiradores de facas, copos, garrafas, e toda sorte de objeto doméstico, animais selvagens, leões, cavalos, macacos, elefantes (sem domadores, é claaaro). Sensação quando entra o homem-bala! Ele se apresenta, faz toda uma cena, entra no canhão e sai voando pelos ares! Nunca mais se tem notícia dele! Genial!
E não se pode esquecer do número mais arriscado: o grupo de palhaços loucos, amarrados em camisas-de-força, que vêm contar piada para o espectadores! Eles são tão convincentes que a platéia acaba acreditando que as piadas são histórias reais! Um espetáculo ímpar! Nunca visto antes!
Essa é a minha vida! Um circo! Tô começando a ficar acostumado a esse espetáculo. Um dia tem show, no outro não tem. O bom de tudo isso, é que qualquer circo, por mais pé-sujo que seja, é sempre itinerante. Vida na estrada.
Quem sabe esse cirquinho de beira de estrada não deixa a minha cidade, pra que o Circo de Soléil, com todos aqueles números lindos, poéticos e bem ensaiados, possa chegar. Mas atenção! A mais nova atração do circo: a garotinha virgem que sonha com o príncipe encantado! Lá está ela, ao lado do ruivo na platéia! E vejam! O príncipe no cavalo branco entrou no picadeiro! O público vai ao delírio! Mas esperem… O príncipe é outro palhaço?! Ou um ilusionista? Não! O príncipe não veio… Teve um problema na polícia federal e não pode entrar no país! É, príncipe encantado tem muitos problemas legais. Deve ser por isso que existem tão poucos. Dá muito trabalho. Mais fácil ser palhaço…
Pra fechar esse post, já que estamos falando de palhaços e loucos, o clipe do “Girl Anachronism”, da banda The Dresden Dolls. Me sinto como a Girl Anachronism. Sou anacrônico. E eu gosto disso.
“Excuse me for the day. It’s just the way the medication makes her!”
A banda novaiorquina Yeah Yeah Yeahs lançou, há algum tempo, um concurso pela internet para que os fãs gravassem um clipe pra música Cheated Hearts. O melhor vídeo seria escolhido para ser o clipe oficial da música. Acontece que todo o material que mandaram era muito bom, e a banda resolveu editar tudo junto. Ficou incrível! Destaque pra menininha imitando a Karen O.
O clipe da musica 1 2 3 4 da Feist é incrível, e quem viu sabe que é.
Quem não viu, veja agora.
Sem cortes, os dançarinos surgem do nada e vão embora também do nada. Amei-zing!
A Apple, aquela empresa americana que a gente adora e que, sinceramente, eu acho que quer dominar o mundo, junto com o Google Co., fez uma campanha bem bacana para mais um dos lançamentos do iPod. Usando esse clipe da Feist, eles vão mostrando os novos modelos do iPod Nano. O mote da campanha: “A little video for everyone”.
Como todo mundo tá aproveitando a musiquinha, o pessoal do MadTV, que nós adoramos também, resolveu tirar uma onda com a Apple, falando nada mais que a verdade: eles não param de mudar o iPod.
Mesmo achando que nós somos babacas e que nosso dinheiro dá em árvore, a Apple é tudo de bom!