Amor


Não são só os campeonatos esportivos que se utilizam do famoso conceito da repescagem. O campeonato sentimental-afetivo também se vale da repescagem, e de forma muito intensa.

Sendo mais claro: num campeonato qualquer, o time ou competidor que perde antes das 8as. de final, tem mais uma chance de chegar ao podium.

No meio sentimental-afetivo também acontece esse fenômeno. Quem nunca foi surpreendido por um telefonema completamente sem sentido, fora de hora, de uma pessoa que já tinha sido eliminada há muito tempo? E aquele e-mail despretensioso, alegando “saudade daquele época, que foi tão legal”? Ou mesmo os demoníacos Orkut e MSN (seus servidores se encontram no inferno – tenho certeza!), que mostram aquela visita inusitada no seu profile, ou aquela carinha sorridente pipocando no seu desktop?

Isso acontece, porque, obviamente, todos sabemos, inconscientemente, da existência da repescagem e não deletamos aqueles “dito-cujos” que aprontaram, sumiram, ou simplesmente nos deram adeus. E continuamos a abrir e-mails, atender telefonemas, responder scraps, fuçar profiles, e ter dores de barriga quando o infeliz se conecta no malvado MSN.

Ah! Sim. Repescagem também pode ser chamada de “remember”, “retorno”, “retomada”, “matar a saudade”, e por ai vai. Não importa o nome. O que acontece é o fenômeno.

E quando ele acontece, temos duas possibilidades de ação:

1) Não atender o telefonema, não ler o e-mail e apagá-lo assim que ele chega, não ler o scrap, deletá-lo e não voltar a entrar na página do infeliz, e obviamente, bloquear e deletar do MSN.

OU

2) Atender o telefonema, ler o e-mail, responder o scrap e ainda entrar na página pra ver com quem ele anda falando, qual o teor da conversa e (mais psicótico ainda) entrar na página das pessoas envolvidas na conversa e ler as respostas. No MSN, colocar mensagens de “não sei o que faço”, “estou confuso”, e que tais.

A escolha depende de cada um, e eu não estou aqui pra tentar interferir, ou moldar ninguém, baseado no meu parco conhecimento de vida. Mas sei, porque já passei por isso várias vezes (muitas das quais sem ter consciência da Repescagem) que uma das escolhas te levam a uma vida emocional relativamente saudável, tranqüila e com altas possibilidades de desenvolvimento de uma boa auto-estima.

A outra escolha pode te levar a uma puta confusão, uma rebosteio propriamente dito, com uma refluxo de sentimentos que já devia ter sido esquecidos e mandados embora.

Não! Não é a obviedade que eu tenho como propósito nesse post. Imagino que você leitor deva estar pensando que a escolha saudável seja a primeira, em que aquele te eliminou leva o troco. Não, bobagem. Nem sempre é assim. Sexo é uma necessidade e se a repescagem existe, aproveite! Pode atender, pode marcar aquele “jantarzinho naquele nosso restaurante”, seguido por aquela transa incrível naquele motelzinho que vocês costumavam ir. É válido.

Claro, não se deixe levar por aquele grande filho da puta, ou por aquele traficante que você pegou na inocência, ou aquele cara que tem cara de ladrão. Não seja idiota.

Saia com aquele um que foi bacana, mas que perdeu a validade. Como eu disse, a repescagem existe. Vá sem pretensões. Nem pro bem, nem pro mal. Não se envolva, claro, e veja no que dá.

Vou tentar. Conto pra vocês depois no que deu!

Cena 1: Otávio, sozinho, sentando na arquibancada de um circo, desses bem caídos, bem mambembe. No picadeiro, entra o apresentador, o dono malvado do circo (viva Chaplin!), de fraque e cartola. Luz sobre ele:

- Respeitável público! O circo orgulhosamente apresenta o maior espetáculo da Terra: a vida desse rapaz ruivo, sentado na arquibancada!

Entram palhaços, ilusionistas, malabaristas com celulares nas mãos, atiradores de facas, copos, garrafas, e toda sorte de objeto doméstico, animais selvagens, leões, cavalos, macacos, elefantes (sem domadores, é claaaro). Sensação quando entra o homem-bala! Ele se apresenta, faz toda uma cena, entra no canhão e sai voando pelos ares! Nunca mais se tem notícia dele! Genial!

E não se pode esquecer do número mais arriscado: o grupo de palhaços loucos, amarrados em camisas-de-força, que vêm contar piada para o espectadores! Eles são tão convincentes que a platéia acaba acreditando que as piadas são histórias reais! Um espetáculo ímpar! Nunca visto antes!

Essa é a minha vida! Um circo! Tô começando a ficar acostumado a esse espetáculo. Um dia tem show, no outro não tem. O bom de tudo isso, é que qualquer circo, por mais pé-sujo que seja, é sempre itinerante. Vida na estrada.

Quem sabe esse cirquinho de beira de estrada não deixa a minha cidade, pra que o Circo de Soléil, com todos aqueles números lindos, poéticos e bem ensaiados, possa chegar. Mas atenção! A mais nova atração do circo: a garotinha virgem que sonha com o príncipe encantado! Lá está ela, ao lado do ruivo na platéia! E vejam! O príncipe no cavalo branco entrou no picadeiro! O público vai ao delírio! Mas esperem… O príncipe é outro palhaço?! Ou um ilusionista? Não! O príncipe não veio… Teve um problema na polícia federal e não pode entrar no país! É, príncipe encantado tem muitos problemas legais. Deve ser por isso que existem tão poucos. Dá muito trabalho. Mais fácil ser palhaço…

Pra fechar esse post, já que estamos falando de palhaços e loucos, o clipe do “Girl Anachronism”, da banda The Dresden Dolls. Me sinto como a Girl Anachronism. Sou anacrônico. E eu gosto disso.   

“Excuse me for the day. It’s just the way the medication makes her!”

EXTRA! EXTRA!
Mulher encontrada morta!

“Mulher aparentando 25 (na real, devia ter 30), trajando calça jeans e uma blusa incrível (já havia visto essa blusa na Premièrie Vision de Paris) é encontrada com os pulsos cortados. Os motivos da morte ainda são desconhecidos, mas suspeita-se de suícidio”.

Já pensou? Eu já pensei e sei qual foi o causa mortis: não foi dor de amor, problemas de auto-estima, nem tampouco finaceiros (haja visto os trajes).
Causa Mortis: problemas com operadoras de telefonia móvel!
Isso mesmo! Problemas de operadora! Também vêm acontecendo comigo, por isso o alerta. Sempre superei esses problemas, mas hoje chegou no ponto de indignação.
E eu lhes pergunto: Aonde vão parar as mensagens de texto que mandamos para celulares de operadoras diferentes? No limbo dos amantes?
Assim não dá! Quanto prazer elas têm me privado, e são situações que não voltam mais! Mensagens são textos de momento, formas de nos fazermos presentes, de dizermos o quanto gostamos de alguém, de acalentar angustias e ansiedades.
Quantas mocinhas terão que chegar a pontos extremos? Será que as operadoras não podem enxergar o lado sentimental do problema e fazer com que esse serviço funcione?!

Pelo bem da humanidade ou pelo menos dos que me rodeiam!

“Amar e ser criança tem muito em comum…

Amar é saber gostar de uma pessoa sem esperar por reciprocidade
Ser criança é poder, por meio de simples brincadeiras, criar um amigo
Amar é sempre trazer um brilho inexplicável nos olhos
Ser criança é trazer na boca a doçura e meiguice de uma palavra reconfortante
Amar é saber fazer do medo não um monstro, mas um sonho ruim
Ser criança é dançar numa roda de ciranda e poder segurar forte na mão de quem está ao nosso lado
Amar é poder sempre dizer a verdade
Ser criança é ser livre de qualquer maldade

E que venham os próximos anos…

Pra eu te fazer feliz
Pra você me fazer feliz
Pra nós sermos felizes
E dar felicidade a nossa “lindeza”

Considerações finais…

Lembra quando eu disse certa vez que “um dia” conseguiria dizer além de 3 palavras o quanto eu te amo?!
Pois é, espero ter conseguido!!!
Eu não escrevi isso pra mim, nem pra você
Eu fiz pra NÓS. Pra que esse 1º ano fique na NOSSA lembrança
Pra que vejamos o quanto: fomos, somos, podemos ser, não fomos, não somos, e podemos tentar mudar pra um dia sermos
Espero não ter te deixado triste, nem ter te trazido lembranças ruins, não foi nem nunca vai ser minha intenção fazer de você uma pessoa triste.
Tristeza não combina em nada contigo
Seus olhos não merecem lágrimas;
Seu rosto não merece a cor vermelha;
Sua boca não merece soluços;
E já fizeram muito mal a seu coraçãozinho;
Eu quero ver sempre seus olhos reluzirem;
Sempre teu semblante feliz;
Sempre um sorriso (ainda que bobo) no teu rosto;
E seu coraçãozinho batendo aliviado de qualquer fardo;

Pra finalizar…

Eu queria que você lembrasse sempre de que:
” – Pra gente ser feliz, basta saber que em todo o mundo
Existe uma pessoa que ama muito a gente
E que essa pessoa pra te amar muito e muito e muito e muito e muito e muito e muito
Você já tem”

Por Lorena Pereira

A gente se engana muito nessa vida…

Eu pensei ser dona de mim…
Pra quando quisesse chorar, poder chorar
Pra quando quisesse sorrir, poder sorrir
Pra quando quisesse fazer qualquer coisa, poder fazer.

Mas não é bem assim que as coisas devem andar…

Eu precisei engolir muitos choros, por achar que isso era coisa de gente fraca
Eu precisei rir muito pra poder disfarçar minhas angústias
Eu tentei enganar muita gente ao meu redor fingindo ser aquilo que nunca fui
Sem saber que esse é o maior dos erros

Mas tudo tem um começo e um fim…

Errar, eu errei sim, muito, e devo desculpas à muita gente
Acertar, eu acertei muito, e muita gente não soube reconhecer
Tentei falar também muitas vezes, mas foram poucos os que me deram atenção
Até que um dia eu resolvi que o melhor pra mim seria ficar um pouco só

Tudo no seu devido lugar…

No seu tempo eu soube:
Odiar
Querer
Fazer
Ser

Imprevisivelmente…

Deus age na vida da gente quando menos esperamos
Ele mostra pra gente que somos muito poucos pra nos dividirmos
Nada nos separa
Tudo nos une

De repente…

A gente é obrigado a lhe dar com perdas inesperadas
Momentos difíceis
Situações delicadas
E o que seria de nós se não tivéssemos uns aos outros?!?!

Milagrosamente…

De trevas, tudo se faz perfeito
De escuridão, se faz a claridade
De palavras, se fez o consolo
E da solidão, se faz a companhia

Com a intenção…

De mover em cada um de nós, coisas boas
Que nos levem à sermos pessoas melhores
Pros nossos pais, nossos irmãos, nossos amigos
E pra nós mesmos

O que sería?!?!

Do mar, sem o brilho da lua pra abrilhantar as noites
Do Céu, sem as estrelas pra enfeitá-lo
Do nada, sem o tudo pra lhe dar um sentido
E de mim naquele momento sem você?!

E na hora certa…

Ele me mandou você
Pra me dar tudo aquilo de que precisava, na medida certa
No dia certo, na hora exata, e num momento crucial

Carinhos e atenção…

O nosso “bom dia” se transformou em “amor”
De uma amizade nasceu uma nova Lorena
Com uma visão diferente das coisas banalizadas
Quem antes falava pro vácuo, hoje direciona as coisas pro coração

Com o passar do tempo…

A gente foi conhecendo melhor um ao outro
Descobrimos várias coisas em comum
Vimos o quanto somos iguais de diferentes ao mesmo tempo
E a mesma coisa que me afligia, também afligia você

Sem percebermos…

Íamos de forma sutil criando um laço que nos uniu de forma inexplicável
Sem perceber quando me dei conta já estava completamente apaixonada por você
Você moveu em mim um sentimento que eu já pensava está morto
E mais uma vez a vida me preparou uma maravilhosa surpresa

Eu passei então…

A ter dias mais coloridos
A deixar o sol bater em meu rosto
A respirar novos ares
A entender o significado do termo “amor”

(…)

“Amor é paciente e bom
Nunca é ciumento
Amor nunca é ostentado ou orgulhoso
Nunca é rude ou egoísta
Ele não ofende e não é ressentido
Amor não dá prazer às outras pessoas pecadoras, mas se deleita na verdade
Está sempre pronto pra se desculpar na verdade, na esperança
E nos tempos difíceis que vierem!!!” (Um amor pra recordar)

Fez-se um erro…

Verdades vieram à tona.
Ferimos e fomos feridos por atitudes totalmente previsíveis
Palavras duras e frias foram ditas e ouvidas
Mas nada que não estivesse no contexto

Relacionamento vem de relacionar-se…

Distância
Carência
Ausência
Contradizem esse conceito

Eu soube no tempo certo…

Parar
Pensar
Refletir
E chegar a um consenso

Porque…

Não seria amor se não fosse sincero
Se não soubesse ser companheiro
Se não pudesse confiar
Se não tivesse a capacidade de perdoar
E me dei conta…

Do quão egoísta eu tava sendo, tendo aquela atitude infantil
Sem perceber no tamanho do mal que tava fazendo a mim mesma
Não me preocupei com o seu bem estar
Só fiz o que julguei estar correto

Me perdoa…

Por muitas vezes não ser a melhor companhia
Por muitas vezes não ser a melhor conselheira
Por nem sempre poder te confortar
Por ter te faltado muitas e muitas vezes

Nem sempre…

Querer é poder
Vontade torna as coisas possíveis
Uma palavra substitui um abraço
Poder estar com você

É que vem de Deus as coisas serem assim…

Estarmos longe e ainda sim saber amar um ao outro
Essa coisa mágica que envolve a gente dia após dia
Um sorriso bobo em meu rosto florescer só de ouvir sua voz
Eu te amar assim tão absurdamente

Minha vontade…

Era poder beijar seus olhos e acariciar seus cabelos
Era poder te fazer um chá em dias de frio
Era poder sempre dizer antes de ninguém “Bom dia”
Era poder partilhar de cada segundo do seu dia com você

Num destino não muito distante…

Eu sei que vou poder fazer acontecer tudo acumulado até agora
Sei que a gente vai rir muito e chorar muito quando olharmos pra trás
Sei que a gente vai ter muita coisa das quais nos orgulharmos
E uma delas vai ser nunca ter desistido do “Nós”

Porque um homem não é nada…

Se não tiver sonho
E poder persistir nele
Se não tiver força de vontade
Pra perceber que a estrada vai além do que se vê

Eu não minto…


Quando digo que você desbotou a cor do meu coração e simplesmente me estragou pra outras pessoas
Quando eu não sei dizer o porquê de conseguir encontrar em você um caminho, um motivo um lugar pra eu poder repousar meu amor
Quando digo que sofro por saber que não sou eu quem vai te convencer que cada dia a mais é um a menos pro encontro acontecer
Quando digo ficar sozinha esperando por você, mozinhu

Eu pensei já ter vivido dias ruins…

Mas eu não tinha noção do quão piores eles poderiam ser sem você por “perto”
Sem que eu pudesse saber como uma única pessoa em todo o universo pudesse estar
Nesses dias eu só desejei poder ver seus olhos
E saber aproveitar mais cada segundo da sua companhia

Talvez meu maior erro…

Foi ter tentado afastar você de mim, forçadamente
Tentar me isentar de qualquer lembrança boa ou ruim que me levasse de volta até você
Saber que tudo que eu mais queria na vida, tava me fazendo mal
Era uma situação a qual me rejeitava acreditar

Eu quis…

Um dia nunca ter te conhecido
Um dia não ter me envolvido tanto
Um dia poder voltar atrás e desfazer tudo que vi não estar dando certo
Mas num determinado dia então eu me perguntaria: “Quem, enfim, eu sou hoje?!”

Se nesse dia minhas preces fossem atendidas…

Hoje eu seria uma pessoa muito pior
Talvez uma das mais desprezíveis
Porque teria perdido a chance de aprender amar
De saber me dividir em alguém da forma mais pura possível

Torna-se repetitivo…

Dizer que você é minha razão de viver
Falar a cada instante que EU TE AMO
Dizer que não seria ninguém sem você
Pedi seu nome todas as noites!!!”

Lorena Pereira é baiana de Vitória da Conquista, poetisa, leitora do Páginas Arrancadas e apaixonada!

“24 pra 25 de dezembro. Eu gostaria de lhe mandar um cartão de Natal. Um cartão Natalino bem bonito. Um laço vermelho desenhado na frente, uma casinha distante, um pinheiro, Papai Noel bem gordinho. Contornos dourados por todos os lados. Eu gostaria de fazê-lo com as minhas próprias mãos. Não sou bom pra desenhar, nem pra colorir.
Eu não lhe enviaria um cartão musical. Estão fora de moda, e mesmo quando eram moda não deixavam de ser irritantes. Acho que você também não gostaria de receber um. Eu queria escolher o que escrever dentro também, e cartões com nada-escrito-dentro são nada fáceis de encontrar.
O que eu deveria escrever pra você? Eu decidi escolher, mas o quê?
Uma frase. Corriqueira. É o bastante.
FELIZ NATAL!
Com todas as letras maiúsculas e ponto de exclamação. Mas só uma. Ou seriam melhor três delas?
FELIZ NATAL!!!
Que diferença faz? Um pouco mais enfático apenas. Um pouco? Não! Opto pelo primeiro: FELIZ NATAL! Uma sozinha! Ou só duas maiúsculas e sem exclamações?!? Melhor, né?!?

2191277147_b6bcddbfd2.jpg

Feliz Natal.
É desse jeito, só isso. Estou satisfeito.
Feliz Natal.
Um especial. Igual e diferente de todos. Com barulho de sino de igreja à meia noite e de Roberto Carlos cantando na TV mesmo que ninguém esteja realmente assistindo. “Feliz Natal.” com sabor de coxa de peru sendo comida com as mãos e bastante saliva. Seria melhor se fossem as mãos daqueles que têm fome. Mas não quero lhe lembrar de nenhuma tristeza. Se bem que o Natal costuma ser um desolador de almas. Dia bom para todo mundo, exceto para perus e afins, e para os irremediavelmente infelizes. Talvez fosse bom que você orasse com compaixão por eles. Afinal, é Natal. Talvez eu seja um deles, lembre de mim.
Um “Feliz Natal.” com cheiro do quase-sem-cheiro que pertence às nozes, às bolas de natal e aos piscas-piscas. Feliz Natal dos abraços familiares calorosamente trocados. Dos abraços até das sogras e dos primos que desgostamos, mas dados com alguma satisfação. Calor de lágrima de vela e de benção de padre vestido pra missa em capelinha branca.
Eu queria lhe enviar um cartão de natal, bem natalino. Dentro dele, todas essas coisas. E barulho, cheiro, sabor e calor do abraço que não poderei lhe dar, mas que lhe ofereço de bom grado. Você lendo as duas palavrinhas acompanhadas de um ponto, a data e a minha assinatura, e Jesus lá em cima, menino, olhando por nós.”

por Dannillo Rocha

Edith Piaf e Theo Sarapo – À quoi ça sert l’amour?

Ça sert à ça l’amour!

Tão difícil se desligar. Dizer: “Tchau! Obrigado! A gente se vê qualquer dia!”

Parece que a gente tem gosto em jogar âncoras pelo nosso caminho, tentando frear o tempo. Impedir que ele passe, que a gente fique mais velho e que tudo vire pó. Mas será que vira pó? E se virar, qual é o problema?

Quando o desligamento é forçado, a situação fica mais fácil do que parece. É importante viver os dois lados da moeda para saber. Exemplo um tanto óbvio e cliché é o namoro. É muito mais fácil tomar um pé na bunda do que ser macho e dizer: “Você já reparou que tá tudo uma merda?! Acho melhor darmos um tempo”.

O esforço que se faz pra chegar até o ponto de dizer “Tchau! Obrigado! A gente se vê qualquer dia!” é descomunal. Tem que praticar o desapego diariamente até chegar nesse ponto.

Quando se é o preterido, a coisa toma outro aspecto. A menos que se tenha uma auto-estima tão boa quanto estrela de Hollywood no auge da carreira, rola o lance da rejeição. E a rejeição é difícil demais! MAS, você foi rejeitado. Não te querem mais. Existe um motivo para você se acabar em lágrimas, se jogar na fossa e, literalmente, abraçar o capeta.

Pra quem termina, o que resta é um vácuo. Um buraco no peito, no estomago, na cabeça. Abre-se uma avenida de sentimentos, possibilidades, futuras histórias. É preciso, agora, andar pela avenida e não olhar para trás. Porque atrás está a âncora, que te dava estabilidade, segurança, conforto.

A âncora não é o que vai fazer com que sua vida valha a pena. Que ela deixe de ser mediocre. A avenida que foi aberta é que vai te levar a algum lugar. Pode ser que seja outra âncora. Um platô sentimental que te estabilize até que você retome o fôlego pra continuar.

Fácil de falar, fácil de imaginar. Mas pense em abrir essa tal avenida com as lágrimas de quem um dia você gostou muito. Daquela pessoa que você ficava esperando uma ligação no meio da tarde, para ter dar um ânimo. Que sabia exatamente onde pegar, onde apertar, onde beijar, onde morder. O que falar, o que não falar, quando falar, como falar.

A avenida daquele que foi deixado se abre sozinha. E a pessoa só tem que ter o período do luto (natural a todos) para poder seguir em frente.

Largar é mais difícil. Muito mais. São precisos motivos, razões, causas, e um número enorme de explicações que às vezes não existem. Fora isso, é preciso cortar amarras sozinho, ir embora sozinho, deixar tudo para trás. Sozinho.

Quem não consegue visualizar a situação, imagine-se encontrando um bilhetinho de amor do ex. no meio de algumas coisas perdidas. Você vai se lembrar da situação, do que você sentiu e de tudo que podia ter acontecido e que você, por seus motivos, impediu que acontecesse. Praticar o desapego eu acho que é pouco. É preciso sangue de barata.

Semaninha de ressaca. Tempo de mudança, definição.

Conclusões que levam a outros caminhos.

Tardes de sol e muito marasmo.

Essa semana me mostrou que é crucial manter o bom humor e a (famigerada) esperança. Tudo muda, tudo vai mudar. Tudo vai levar a muitos caminhos.

E nada melhor para abrir novos caminhos que uma boa cervejinha, um bar com bons amigos, risadas e alguma paixão em vista.

A cervejinha, o bar, amigos e risadas, eu garanto. A paixão que tá pegando. Meu coração tá rebelde, exigente. Chato! Acho até melhor. Evita papelões e chateações fingidas.

Enfim, vai dar pé!

juju_002uso2.jpg

Minha vida é um pleonasmo de experiências amorosas frustrantes.

Até cansa! Cansa ter que pensar, cansa ter que sentir, cansa ter que viver, cansa de tanto se repetir!

PROCESSO PADRÃO: ver os prós e contras – lógico salientar os contras – esperar o tempo dar uma dissolvida no turbilhão de emoções, evitar pensar, rezar, rezar, rezar para espantar assombrações!

Às vezes, ou muitas vezes, imaginar o outro lado da moeda.

Será que é assim mesmo? Será que só dói em mim? Para quê?

O que eu sinto e tento administrar não mudará em nada, então ORDERNAR o cérebro a parar de pensar.

PÁRA! PÁRA! PÁRA!

Dar uma baixada de bola, não querer ninguém nos próximos 20 anos.

TEMPO! TEMPO! TEMPO…

…Começar tudo de novo!

PS: Só que agora tudo DIFERENTE!