Estou no período de confusão mental mais forte dos últimos tempos. Há alguns post, consequentemente, há algum tempo, eu estava decidido, convicto. Certo de tudo aquilo que se passava comigo. Pois é. Era vidro e se quebrou.

Parece que eu tô cavalgando sem nenhum sinal de rédea. Nem na crina do cavalo dá pra segurar, porque, acredito eu, o cavalo seja careca.

Tive um período hiato na minha vida, período esse que compreendeu o final de 2007 e o começo de 2008. Ensaiei diversos post sobre a situação, tentado contar como é se sentir oco, como quem partiu ou morreu. Não rolou. O hiato que eu vivi era tão intenso que só saim frases entrecortadas, palavras sem nexo.

Depois do hiato, chegou o descontrole.

Ok. Vou tentar se mais claro e explicar a sensação. Não sei você, leitor, mas eu tenho um pouco de aflição de afogamento. É aflição mesmo. Nada de trauma, fobia, vidas passadas. Não gosto muito do lance de pensar que eu posso ficar preso debaixo da água e não ter forças pra sair. Tenho sonhos com essa sensação, de não conseguir levantar a cabeça da água porque existe algo me segurando. Enfim, natural aos seres humanos com personalidade (neurótica) como eu.

A minha sensação de descontrole é quase igual a essa do sonho do afogamento, só que um pouquinho diferente, já que eu não sei o que está se passando. O afogamento é um afogamento. Isso que eu tô vivendo não é, para mim, nomeável. Me faltam palavras. E essa não-classificação só prejudica.

Pra colaborar, meus segredos (que todo mundo tem e eu tenho numa quantidade que, acredito, seja maior que a média) estão vindo à tona. Muita confusão.

Tô sentindo que eu tô me sabotando. E não sei nem por quê.