Com a mesma amiga:
- Eu também sou voyer, Otávio. Mas eu penso na casa das pessoas. Essa é a intimidade que me dá prazer em conhecer. Eu vejo alguém na rua e penso como deve ser o quarto desse alguém. Imagina! Conhecer o quarto de uma pessoa, onde ela guarda tudo, onde ela esconde os segredos, as tristezas, as lembranças.
- Mas só quarto, sem o dono?
- Não… necessariamente.