Sim. O universo testa, diariamente, seu limite de paciência.

Nem sempre sutilmente. 

Testes clássicos são aqueles do trânsito somados ao atraso: aquilo que um dia foi uma Kombi na sua frente, tomando duas faixas, a 30km/h; aquele cara que não tá com a menor pressa na sua frente e aquele que tá enlouquecido atrás de você; e como não esquecer, o caminhão de lixo, que pára no meio da rua e lá fica.

Tem os testes no trabalho, que são um pouco mais pesados: chefes (ah! os chefes) mal amados, com tesão reprimido por você (única explicação), que fazem das suas 8 horas de trabalho um tormento muito bem armado e calculado. E ainda têm coragem de te falar que você está sendo analisado e que seu emprego depende deles.

Mas alguns testes sutis, estes sim são de enlouquecer monges budistas. Esse tipo de teste faz de coisas simples uma quimera. O exemplo clássico é discutir um problema -simples, trivial, corriqueiro - na sua conta de celular (ou qualquer outra coisa que envolva contas e dinheiro) com o operador de telemarketing. Quem estiver com tempo e com vontade mesmo de ter a paciência testada, ligue 2 ou 3 vezes na seqüência e pergunte sobre o mesmo problema. O sistema que essas empresas usam tem um gerador de respostar aleatórias, totalmente diferentes entre sí. É incrível!

Ah! E como não esquecer aquelas pessoas que têm prazer em tornar a vida alheia um pouco menos tranqüila, lançando alfinetadas e toda sorte de comentários depressiantes. Por que não? É ótimo dividir a falta de tesão com aqueles que te rodeiam.

A melhor dica é: mentalizar o Azul, lançar de volta para o Universo e apertar a tecla Foda-Me, porque o mundo precisa mesmo de um pouco de prazer.