(Logo mais vão começar a achar que eu babo muito ovo, mas é que eu gosto e admiro o cara)

Escrito por Lufe Steffen, o livro “Tragam os Cavalos Dançantes“, conta a história dos 10 anos da noite de rock, o Grind, do clube A Lôca, de São Paulo. Por meio de depoimentos dos freqüentadores, Lufe traça a história de uma geração que encontrou na Lôca uma lugar de ser feliz, sem nóias ou preconceitos.

Pra quem quer entender a noite gay e underground, a juventude dos anos 90, e a casa, “Tragam os Cavalos Dançantes” é leitura obrigatória. E divertida!

Bat for Lashes é o nome artístico de Natasha Khan, inglesa, filha de um paquistanês e uma inglesa.

Uma das revelações da música em 2007, Bat for Lashes só perdeu várias das indicações que teve a vários prêmios internacionais por que competia com ninguém menos que Klaxons e Mika. Competição desleal a parte, Bat for Lashes faz um som delicinha, além de ter uma ótima percepção de vídeo.

Bebendo na fonte de Feist, digamos que até um pouco demais, Natasha Khan – Bat for Lashes, lançou o ótimo clipe de “What’s a Girl to Do”.

É uma releitura. Não vamos tirar o crédito nem de Feist, nem de Bat, porque ficou fantástico!

Lykke Li, 22 aninhos, é um jovem cantora suéca, e faz um som que, como seu país, está anos-luz à frente do que anda rolando pelo mundo da música.

Produzida por Bjorn Yttling, do Peter Bjorn and John (tão falados nesse blogue), a garota acaba de lançar o  álbum Youth Novels, que é incrível!

Acredito eu que o pessoal do norte do globo tem uma outra percepção sobre a arte do audiovisual, porque a garota arrasou com o debut-clipe da música “I’m Good, I’m Gone”. Explorando o “stop-motion”, Lykke Li faz um dos clipes que considero mais inovadores e criativos dos últimos tempos. Tudo bem que ela tem muito feijão e arroz pra comer até chegar aos maravilhosos clipes da Björk, que também é da área polar, mas apesar de não superar, ela se equipara. E com louvor.

Não são só os campeonatos esportivos que se utilizam do famoso conceito da repescagem. O campeonato sentimental-afetivo também se vale da repescagem, e de forma muito intensa.

Sendo mais claro: num campeonato qualquer, o time ou competidor que perde antes das 8as. de final, tem mais uma chance de chegar ao podium.

No meio sentimental-afetivo também acontece esse fenômeno. Quem nunca foi surpreendido por um telefonema completamente sem sentido, fora de hora, de uma pessoa que já tinha sido eliminada há muito tempo? E aquele e-mail despretensioso, alegando “saudade daquele época, que foi tão legal”? Ou mesmo os demoníacos Orkut e MSN (seus servidores se encontram no inferno – tenho certeza!), que mostram aquela visita inusitada no seu profile, ou aquela carinha sorridente pipocando no seu desktop?

Isso acontece, porque, obviamente, todos sabemos, inconscientemente, da existência da repescagem e não deletamos aqueles “dito-cujos” que aprontaram, sumiram, ou simplesmente nos deram adeus. E continuamos a abrir e-mails, atender telefonemas, responder scraps, fuçar profiles, e ter dores de barriga quando o infeliz se conecta no malvado MSN.

Ah! Sim. Repescagem também pode ser chamada de “remember”, “retorno”, “retomada”, “matar a saudade”, e por ai vai. Não importa o nome. O que acontece é o fenômeno.

E quando ele acontece, temos duas possibilidades de ação:

1) Não atender o telefonema, não ler o e-mail e apagá-lo assim que ele chega, não ler o scrap, deletá-lo e não voltar a entrar na página do infeliz, e obviamente, bloquear e deletar do MSN.

OU

2) Atender o telefonema, ler o e-mail, responder o scrap e ainda entrar na página pra ver com quem ele anda falando, qual o teor da conversa e (mais psicótico ainda) entrar na página das pessoas envolvidas na conversa e ler as respostas. No MSN, colocar mensagens de “não sei o que faço”, “estou confuso”, e que tais.

A escolha depende de cada um, e eu não estou aqui pra tentar interferir, ou moldar ninguém, baseado no meu parco conhecimento de vida. Mas sei, porque já passei por isso várias vezes (muitas das quais sem ter consciência da Repescagem) que uma das escolhas te levam a uma vida emocional relativamente saudável, tranqüila e com altas possibilidades de desenvolvimento de uma boa auto-estima.

A outra escolha pode te levar a uma puta confusão, uma rebosteio propriamente dito, com uma refluxo de sentimentos que já devia ter sido esquecidos e mandados embora.

Não! Não é a obviedade que eu tenho como propósito nesse post. Imagino que você leitor deva estar pensando que a escolha saudável seja a primeira, em que aquele te eliminou leva o troco. Não, bobagem. Nem sempre é assim. Sexo é uma necessidade e se a repescagem existe, aproveite! Pode atender, pode marcar aquele “jantarzinho naquele nosso restaurante”, seguido por aquela transa incrível naquele motelzinho que vocês costumavam ir. É válido.

Claro, não se deixe levar por aquele grande filho da puta, ou por aquele traficante que você pegou na inocência, ou aquele cara que tem cara de ladrão. Não seja idiota.

Saia com aquele um que foi bacana, mas que perdeu a validade. Como eu disse, a repescagem existe. Vá sem pretensões. Nem pro bem, nem pro mal. Não se envolva, claro, e veja no que dá.

Vou tentar. Conto pra vocês depois no que deu!

Lufe Steffen é “um cineasta independente paulista, um sonhador, um saudosista, um nostálgico, um perplexo”, como ele próprio se define. Lufe é diretor de curtas como “Beija-me se for capaz”, “Meu Namorado é Michê”, “Rasgue Minha Roupa”, dentre outros e apresentador do programa “Boa Noite, Bee”, do Mix Brasil.

Dividindo-se entre direção e atuação, Lufe tem na manga um longa que ele pretende produzir em 2009. “Sândalo de Dândi”, que está em fase de captação de recursos, conta a história de um jovem que luta pra conseguir um relacionamento estável na noite gay de uma grande cidade como S. Paulo. Já foram lançados os 3 trailers que estão sendo usados para a captação de verbas.

Enquanto a burro-cracia do nosso país entrava a produção artística, vocês podem conferir os trailers e ter uma idéia do que vai ser o “Sândalo de Dândi”.

Se algum leitor mais afortunado quiser investir alguns reais na produção, Lufe Steffen e todo o público do filme agradecem! A produção tem inscrição em leis de incentivo, ou seja, dá pra abater do imposto! ;)

Versão 1

Versão 2

Versão 3

Horas a vida nos proporciona momentos bons, horas de choro, horas de alegria, horas de amor, horas de compaixão, horas de depressão, horas de samba, horas de sol, horas de chuva, horas de mar, horas de vendaval, horas de calmaria…horas, horas, oras bolas!
Por muitas horas hoje agradeci em ter você por horas ao meu lado.
Obrigada!
Ju

Bowie, 1972.

Simplesmente genial.

Semana de releituras.

A bola da vez é “Carmen”, ópera de Georges Bizet de 1875, em que a personagem homônima, uma cigana forte e decidida, vive uma paixão arrebatadora com Don José, soldado inexperiente que cai de paixão por ela. Paixão esta que não tem cara de que vai dar certo, desequilibrada pela força de Carmen e pela loucura de Don José, que se deixa levar, caindo no crime e num ciúme doentio quando a cigana se envolve com o toreador Escamillo. O soldado, louco de ciúme e com o orgulho ferido, assassina Carmen do lado de fora da arena de tourada de Sevilla.

A obra de Bizet é genial, com peças muito conhecidas e que receberam diversas interpretações ao longo do tempo. Destaque para “Habanera”, peça mais conhecida da obra, “Seguedille (Prés des ramparts de Seville)”, em que a cigana é presa para logo depois se solta, e a “Toreador”, trilha da morte de Carmen.

Cenas da ópera, com Maria Edwing
Habanera

Seguedille

C’est toi? C’est moi! + Toreador = Cena Final

Em 2005, Mark Dornford-May, diretor sul-africano, filmou U-Carmen eKhayelitsha, que conta a mesma história, adaptada para a atualidade, tendo como cenário não Sevilla, mas Khayelitsha, subúrbio da Cidade do Cabo. Dornford-May contou com a ajuda de Pauline Malefane, atriz que interpreta Carmen, e Andiswa Kedama, que no filme é Amanda, para traduzir as peças para o idioma Xhosa, língua tonal falada na África do Sul (o Xhosa tem algumas fonemas que são cliques, muito interessantes).

U-Carmen tem algumas diferenças que vão além do idioma, do cenário e da época. Carmen não é cigana, trabalha numa fábrica de cigarros, freqüenta o bar de seu amigo N’Gomo e se envolve com o tráfico de drogas, levando junto Jongikhaya (Don José). Seu triste fim não é previsto por cartas, mas por um xamã, cena esta que merece destaque. E, claro, são todos negros.

O filme foi ganhador do Urso de Ouro, no Festival de Berlim em 2005, e colocou Mark Dornford-May no rol de estrelas do cinema atual.

U-Carmen é oxigênio numa obra genial. Oxigênio da África do Sul!

Ryuichi Sakamoto, que nós gostamos muito, fez uma, digamos, releitura da música Young Folks, dos suecos Peter, Bjorn and John, que nós gostamos demais. Ficou bem interessante, e com a cara do Sakamoto. Vale a pena dar uma ouvida.

Dica do Phil Retro Spector, do blog Le Retro.

Young Folks, by Ryuichi Sakamoto

rain.jpg

“A água cai em forma de chuva
Vem pra lavar tudo de ruim
Das coisas que nos cercam, das coisas que nos dizem e das coisas que fazemos.

A água cai em forma de chuva
Vem e abençoa os bons atos
As boas maneiras, o bom comportamento e a postura exemplar.

A água cai em forma de chuva lá fora
As pessoas se molham com a chuva lá fora
Ela não sabe quem é bom e quem é ruim
Ainda sim traz prosperidade e uma nova esperança em cada gotejo seu.

Assim como a água que cai em forma de chuva
[ Dádiva dos Céus ]
O sol amanhece todos os dias, mas nunca sabe o que vai iluminar!!!”

Lorena Pereira, poetisa de Vitória da Conquista.

Cena 1: Otávio, sozinho, sentando na arquibancada de um circo, desses bem caídos, bem mambembe. No picadeiro, entra o apresentador, o dono malvado do circo (viva Chaplin!), de fraque e cartola. Luz sobre ele:

- Respeitável público! O circo orgulhosamente apresenta o maior espetáculo da Terra: a vida desse rapaz ruivo, sentado na arquibancada!

Entram palhaços, ilusionistas, malabaristas com celulares nas mãos, atiradores de facas, copos, garrafas, e toda sorte de objeto doméstico, animais selvagens, leões, cavalos, macacos, elefantes (sem domadores, é claaaro). Sensação quando entra o homem-bala! Ele se apresenta, faz toda uma cena, entra no canhão e sai voando pelos ares! Nunca mais se tem notícia dele! Genial!

E não se pode esquecer do número mais arriscado: o grupo de palhaços loucos, amarrados em camisas-de-força, que vêm contar piada para o espectadores! Eles são tão convincentes que a platéia acaba acreditando que as piadas são histórias reais! Um espetáculo ímpar! Nunca visto antes!

Essa é a minha vida! Um circo! Tô começando a ficar acostumado a esse espetáculo. Um dia tem show, no outro não tem. O bom de tudo isso, é que qualquer circo, por mais pé-sujo que seja, é sempre itinerante. Vida na estrada.

Quem sabe esse cirquinho de beira de estrada não deixa a minha cidade, pra que o Circo de Soléil, com todos aqueles números lindos, poéticos e bem ensaiados, possa chegar. Mas atenção! A mais nova atração do circo: a garotinha virgem que sonha com o príncipe encantado! Lá está ela, ao lado do ruivo na platéia! E vejam! O príncipe no cavalo branco entrou no picadeiro! O público vai ao delírio! Mas esperem… O príncipe é outro palhaço?! Ou um ilusionista? Não! O príncipe não veio… Teve um problema na polícia federal e não pode entrar no país! É, príncipe encantado tem muitos problemas legais. Deve ser por isso que existem tão poucos. Dá muito trabalho. Mais fácil ser palhaço…

Pra fechar esse post, já que estamos falando de palhaços e loucos, o clipe do “Girl Anachronism”, da banda The Dresden Dolls. Me sinto como a Girl Anachronism. Sou anacrônico. E eu gosto disso.   

“Excuse me for the day. It’s just the way the medication makes her!”

Apesar de ter ouvido de um hypezinho (nem preciso dizer babaca, é implicito) que a banda sueca Peter, Bjorn and John é “sooooo last week”, principalmente a música Young Folks, decidi postar o clipe da música, que é bem bacana. Além do mais, I don’t believe in hype!

Essa música que é “sooooo last week” foi hit absoluto na Inglaterra em 2006, ficando atrás somente do “Over and Over” do Hot Chip, que eu já postei aqui há algum tempo. O vocal feminino é de Victoria Bergsman, do grupo The Concretes.

Indie e intimista, “Young Folks” é óóóóótema!

PS: recomendo ouvir essa música na pista do clube A Lôca, aqui em São Paulo. É alucinante!

Criei um feed de RSS para o Páginas Arrancadas!

É o seguinte: quem quiser pode cadastrar o email no link no começo da barra lateral do presente blog.

Aí é relax. Você passa a receber as atualizações do Páginas Arrancadas direto no seu email, poupando tempo de digitar http://paginasarrancas.wordpress.com, ou por meio de um leitor RSS, junto com os feeds de outros blogs/sites.

 Além do que, você fica sabendo quando o blog foi atualizado, já que, digamos, é algo meio inconstante! :D

 Assim sendo, convido todos a se cadastrarem no feed de RSS do Páginas, para o bem de todos e alegria geral da nação!

 []’s!

Otávio

Um blogue de uma amiga me chamou a atenção semana passada.

I believe in Hype é escrito por Aline Gomes, publicitária, e trata de tendências, modinhas, e do mundinho hype. Muito bem escrito(em inglês, by the way) o blog expõe detalhes da falta de conteúdo da tendência hypada e alternativa dos nossos “anos 2000 e pouco”.

Tudo tem que ser diferente. Todos devem ser descolados. Ai daquele que comprar uma camiseta na Renner.

Pena que esse povo não percebe que o “ser diferente” deles também segue um padrão. Mas não se engane, pensando que esse pessoal quer romper alguma barreira do status quo. Sinceramente, acho que eles nem pensam nisso. Estão muito ocupados se preocupando com o que é mais diferente e estranho e como eles podem chamar mais atenção na boite. Shame!

Shame on us, too, por corroborar com a babaquice.

E parabéns para Aline Gomes pelo conteúdo!

EXTRA! EXTRA!
Mulher encontrada morta!

“Mulher aparentando 25 (na real, devia ter 30), trajando calça jeans e uma blusa incrível (já havia visto essa blusa na Premièrie Vision de Paris) é encontrada com os pulsos cortados. Os motivos da morte ainda são desconhecidos, mas suspeita-se de suícidio”.

Já pensou? Eu já pensei e sei qual foi o causa mortis: não foi dor de amor, problemas de auto-estima, nem tampouco finaceiros (haja visto os trajes).
Causa Mortis: problemas com operadoras de telefonia móvel!
Isso mesmo! Problemas de operadora! Também vêm acontecendo comigo, por isso o alerta. Sempre superei esses problemas, mas hoje chegou no ponto de indignação.
E eu lhes pergunto: Aonde vão parar as mensagens de texto que mandamos para celulares de operadoras diferentes? No limbo dos amantes?
Assim não dá! Quanto prazer elas têm me privado, e são situações que não voltam mais! Mensagens são textos de momento, formas de nos fazermos presentes, de dizermos o quanto gostamos de alguém, de acalentar angustias e ansiedades.
Quantas mocinhas terão que chegar a pontos extremos? Será que as operadoras não podem enxergar o lado sentimental do problema e fazer com que esse serviço funcione?!

Pelo bem da humanidade ou pelo menos dos que me rodeiam!

O cavalo careca (leia post Mental, muito mental) parece que quis me dar um tempo e começou a galopar. Mais tranquilo, dá até pra apreciar a caminhada.

Um cheiro de novidade no ar. Porque agora eu consigo respirar o ar, e o afogamento se tornou só um sonho ruim. Passado que não tem mais força sobre o futuro.

“Deixe que o amanhã tome conta de si mesmo”. Essa é a conclusão. Não tem mais nada que eu possa fazer. O cavalo vai continuar a andar. E eu vou ter que agüentar o seu humor. Mas eu percebi que eu tenho influência nele. Se eu quiser, ele corre. Se não, ele galopa.

Depois da ressaca, estou de volta. E vâmo que vâmo!

Estou no período de confusão mental mais forte dos últimos tempos. Há alguns post, consequentemente, há algum tempo, eu estava decidido, convicto. Certo de tudo aquilo que se passava comigo. Pois é. Era vidro e se quebrou.

Parece que eu tô cavalgando sem nenhum sinal de rédea. Nem na crina do cavalo dá pra segurar, porque, acredito eu, o cavalo seja careca.

Tive um período hiato na minha vida, período esse que compreendeu o final de 2007 e o começo de 2008. Ensaiei diversos post sobre a situação, tentado contar como é se sentir oco, como quem partiu ou morreu. Não rolou. O hiato que eu vivi era tão intenso que só saim frases entrecortadas, palavras sem nexo.

Depois do hiato, chegou o descontrole.

Ok. Vou tentar se mais claro e explicar a sensação. Não sei você, leitor, mas eu tenho um pouco de aflição de afogamento. É aflição mesmo. Nada de trauma, fobia, vidas passadas. Não gosto muito do lance de pensar que eu posso ficar preso debaixo da água e não ter forças pra sair. Tenho sonhos com essa sensação, de não conseguir levantar a cabeça da água porque existe algo me segurando. Enfim, natural aos seres humanos com personalidade (neurótica) como eu.

A minha sensação de descontrole é quase igual a essa do sonho do afogamento, só que um pouquinho diferente, já que eu não sei o que está se passando. O afogamento é um afogamento. Isso que eu tô vivendo não é, para mim, nomeável. Me faltam palavras. E essa não-classificação só prejudica.

Pra colaborar, meus segredos (que todo mundo tem e eu tenho numa quantidade que, acredito, seja maior que a média) estão vindo à tona. Muita confusão.

Tô sentindo que eu tô me sabotando. E não sei nem por quê.

“Está tudo bem.Está tudo bem?

Dor no corpo.

Febre.

Tosse.

Tosse.

Tosse.

Gripe?

Espirro.

Tosse.

Espirro com tosse.

Você se entope de remédios. – Isso deve resolver. Estou com a resistência boa.
Não resolve. Você trabalha quatro horas que parecem 40.

Nada de noite de sono. Entre tosses e febre que encharca, você acredita que levantará amanhã um pouco melhor pra trabalhar.

Mal consegue tomar banho no dia seguinte.

Será que é gripe?

Sim, é gripe.

Vai pro hospital.

Tosse. Espirro.

- Ao menos a tosse está em cima – diz o médico, como se estivesse falando de uma peça de carro fácil de substituir.

Febre.

Tosse.

Espirro.

E toma soro. E toma inalação.

- Tome esses dois remédios a cada oito horas. Este outro você toma um por dia, durante quatro dias – murmura o médico. – Quer atestado pra hoje e amanhã?

Você lança um olhar fulminante, que caracteriza a obviedade da pergunta.

- 60 reais, senhor – diz o caixa da primeira farmácia que você encontra. Nessas horas vc agradece aos céus por ter uma conta de banco com cheque especial, arrombado, mas um pouco mais arrombado não fará a diferença. Você talvez nem viva pra ter que cobri-la.

Remédios.

Oito horas depois, mais remédios.

Amigo louco late com vc ao telefone. Você não precisa disso.

Mais remédios.

Noite de sono? Não. Tosse. Muita tosse.

E a perspectiva de mais dois dias podre. Não é fabuloso?

Quanto tempo fazia mesmo que você não ficava doente? Uns dois anos?

Tomou, papudo.

Assim que sarar, tomo um tubo de vitamina C efervescente por semana.

E tosse, tosse, tosse…”

Raphael Vassão é paulistano, designer, 27 anos, com carinha de 20!

“Amar e ser criança tem muito em comum…

Amar é saber gostar de uma pessoa sem esperar por reciprocidade
Ser criança é poder, por meio de simples brincadeiras, criar um amigo
Amar é sempre trazer um brilho inexplicável nos olhos
Ser criança é trazer na boca a doçura e meiguice de uma palavra reconfortante
Amar é saber fazer do medo não um monstro, mas um sonho ruim
Ser criança é dançar numa roda de ciranda e poder segurar forte na mão de quem está ao nosso lado
Amar é poder sempre dizer a verdade
Ser criança é ser livre de qualquer maldade

E que venham os próximos anos…

Pra eu te fazer feliz
Pra você me fazer feliz
Pra nós sermos felizes
E dar felicidade a nossa “lindeza”

Considerações finais…

Lembra quando eu disse certa vez que “um dia” conseguiria dizer além de 3 palavras o quanto eu te amo?!
Pois é, espero ter conseguido!!!
Eu não escrevi isso pra mim, nem pra você
Eu fiz pra NÓS. Pra que esse 1º ano fique na NOSSA lembrança
Pra que vejamos o quanto: fomos, somos, podemos ser, não fomos, não somos, e podemos tentar mudar pra um dia sermos
Espero não ter te deixado triste, nem ter te trazido lembranças ruins, não foi nem nunca vai ser minha intenção fazer de você uma pessoa triste.
Tristeza não combina em nada contigo
Seus olhos não merecem lágrimas;
Seu rosto não merece a cor vermelha;
Sua boca não merece soluços;
E já fizeram muito mal a seu coraçãozinho;
Eu quero ver sempre seus olhos reluzirem;
Sempre teu semblante feliz;
Sempre um sorriso (ainda que bobo) no teu rosto;
E seu coraçãozinho batendo aliviado de qualquer fardo;

Pra finalizar…

Eu queria que você lembrasse sempre de que:
” – Pra gente ser feliz, basta saber que em todo o mundo
Existe uma pessoa que ama muito a gente
E que essa pessoa pra te amar muito e muito e muito e muito e muito e muito e muito
Você já tem”

Por Lorena Pereira

A gente se engana muito nessa vida…

Eu pensei ser dona de mim…
Pra quando quisesse chorar, poder chorar
Pra quando quisesse sorrir, poder sorrir
Pra quando quisesse fazer qualquer coisa, poder fazer.

Mas não é bem assim que as coisas devem andar…

Eu precisei engolir muitos choros, por achar que isso era coisa de gente fraca
Eu precisei rir muito pra poder disfarçar minhas angústias
Eu tentei enganar muita gente ao meu redor fingindo ser aquilo que nunca fui
Sem saber que esse é o maior dos erros

Mas tudo tem um começo e um fim…

Errar, eu errei sim, muito, e devo desculpas à muita gente
Acertar, eu acertei muito, e muita gente não soube reconhecer
Tentei falar também muitas vezes, mas foram poucos os que me deram atenção
Até que um dia eu resolvi que o melhor pra mim seria ficar um pouco só

Tudo no seu devido lugar…

No seu tempo eu soube:
Odiar
Querer
Fazer
Ser

Imprevisivelmente…

Deus age na vida da gente quando menos esperamos
Ele mostra pra gente que somos muito poucos pra nos dividirmos
Nada nos separa
Tudo nos une

De repente…

A gente é obrigado a lhe dar com perdas inesperadas
Momentos difíceis
Situações delicadas
E o que seria de nós se não tivéssemos uns aos outros?!?!

Milagrosamente…

De trevas, tudo se faz perfeito
De escuridão, se faz a claridade
De palavras, se fez o consolo
E da solidão, se faz a companhia

Com a intenção…

De mover em cada um de nós, coisas boas
Que nos levem à sermos pessoas melhores
Pros nossos pais, nossos irmãos, nossos amigos
E pra nós mesmos

O que sería?!?!

Do mar, sem o brilho da lua pra abrilhantar as noites
Do Céu, sem as estrelas pra enfeitá-lo
Do nada, sem o tudo pra lhe dar um sentido
E de mim naquele momento sem você?!

E na hora certa…

Ele me mandou você
Pra me dar tudo aquilo de que precisava, na medida certa
No dia certo, na hora exata, e num momento crucial

Carinhos e atenção…

O nosso “bom dia” se transformou em “amor”
De uma amizade nasceu uma nova Lorena
Com uma visão diferente das coisas banalizadas
Quem antes falava pro vácuo, hoje direciona as coisas pro coração

Com o passar do tempo…

A gente foi conhecendo melhor um ao outro
Descobrimos várias coisas em comum
Vimos o quanto somos iguais de diferentes ao mesmo tempo
E a mesma coisa que me afligia, também afligia você

Sem percebermos…

Íamos de forma sutil criando um laço que nos uniu de forma inexplicável
Sem perceber quando me dei conta já estava completamente apaixonada por você
Você moveu em mim um sentimento que eu já pensava está morto
E mais uma vez a vida me preparou uma maravilhosa surpresa

Eu passei então…

A ter dias mais coloridos
A deixar o sol bater em meu rosto
A respirar novos ares
A entender o significado do termo “amor”

(…)

“Amor é paciente e bom
Nunca é ciumento
Amor nunca é ostentado ou orgulhoso
Nunca é rude ou egoísta
Ele não ofende e não é ressentido
Amor não dá prazer às outras pessoas pecadoras, mas se deleita na verdade
Está sempre pronto pra se desculpar na verdade, na esperança
E nos tempos difíceis que vierem!!!” (Um amor pra recordar)

Fez-se um erro…

Verdades vieram à tona.
Ferimos e fomos feridos por atitudes totalmente previsíveis
Palavras duras e frias foram ditas e ouvidas
Mas nada que não estivesse no contexto

Relacionamento vem de relacionar-se…

Distância
Carência
Ausência
Contradizem esse conceito

Eu soube no tempo certo…

Parar
Pensar
Refletir
E chegar a um consenso

Porque…

Não seria amor se não fosse sincero
Se não soubesse ser companheiro
Se não pudesse confiar
Se não tivesse a capacidade de perdoar
E me dei conta…

Do quão egoísta eu tava sendo, tendo aquela atitude infantil
Sem perceber no tamanho do mal que tava fazendo a mim mesma
Não me preocupei com o seu bem estar
Só fiz o que julguei estar correto

Me perdoa…

Por muitas vezes não ser a melhor companhia
Por muitas vezes não ser a melhor conselheira
Por nem sempre poder te confortar
Por ter te faltado muitas e muitas vezes

Nem sempre…

Querer é poder
Vontade torna as coisas possíveis
Uma palavra substitui um abraço
Poder estar com você

É que vem de Deus as coisas serem assim…

Estarmos longe e ainda sim saber amar um ao outro
Essa coisa mágica que envolve a gente dia após dia
Um sorriso bobo em meu rosto florescer só de ouvir sua voz
Eu te amar assim tão absurdamente

Minha vontade…

Era poder beijar seus olhos e acariciar seus cabelos
Era poder te fazer um chá em dias de frio
Era poder sempre dizer antes de ninguém “Bom dia”
Era poder partilhar de cada segundo do seu dia com você

Num destino não muito distante…

Eu sei que vou poder fazer acontecer tudo acumulado até agora
Sei que a gente vai rir muito e chorar muito quando olharmos pra trás
Sei que a gente vai ter muita coisa das quais nos orgulharmos
E uma delas vai ser nunca ter desistido do “Nós”

Porque um homem não é nada…

Se não tiver sonho
E poder persistir nele
Se não tiver força de vontade
Pra perceber que a estrada vai além do que se vê

Eu não minto…


Quando digo que você desbotou a cor do meu coração e simplesmente me estragou pra outras pessoas
Quando eu não sei dizer o porquê de conseguir encontrar em você um caminho, um motivo um lugar pra eu poder repousar meu amor
Quando digo que sofro por saber que não sou eu quem vai te convencer que cada dia a mais é um a menos pro encontro acontecer
Quando digo ficar sozinha esperando por você, mozinhu

Eu pensei já ter vivido dias ruins…

Mas eu não tinha noção do quão piores eles poderiam ser sem você por “perto”
Sem que eu pudesse saber como uma única pessoa em todo o universo pudesse estar
Nesses dias eu só desejei poder ver seus olhos
E saber aproveitar mais cada segundo da sua companhia

Talvez meu maior erro…

Foi ter tentado afastar você de mim, forçadamente
Tentar me isentar de qualquer lembrança boa ou ruim que me levasse de volta até você
Saber que tudo que eu mais queria na vida, tava me fazendo mal
Era uma situação a qual me rejeitava acreditar

Eu quis…

Um dia nunca ter te conhecido
Um dia não ter me envolvido tanto
Um dia poder voltar atrás e desfazer tudo que vi não estar dando certo
Mas num determinado dia então eu me perguntaria: “Quem, enfim, eu sou hoje?!”

Se nesse dia minhas preces fossem atendidas…

Hoje eu seria uma pessoa muito pior
Talvez uma das mais desprezíveis
Porque teria perdido a chance de aprender amar
De saber me dividir em alguém da forma mais pura possível

Torna-se repetitivo…

Dizer que você é minha razão de viver
Falar a cada instante que EU TE AMO
Dizer que não seria ninguém sem você
Pedi seu nome todas as noites!!!”

Lorena Pereira é baiana de Vitória da Conquista, poetisa, leitora do Páginas Arrancadas e apaixonada!

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